Os sintomas de burnout costumam começar de forma silenciosa: um cansaço que não passa com o fim de semana, irritação com o trabalho, a sensação de estar sempre devendo. Com o tempo, o esgotamento deixa de ser apenas físico e passa a afetar o humor, o sono e a forma de se relacionar com o próprio trabalho.
O que é burnout
A Organização Mundial da Saúde descreve o burnout, na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), como um fenômeno ligado ao trabalho, resultante de estresse crônico que não foi bem administrado. Ele se caracteriza por três dimensões:
- exaustão, uma sensação de energia esgotada;
- distanciamento mental do trabalho, com sentimentos negativos ou cinismo;
- redução da eficácia profissional.
Sintomas de burnout: sinais de esgotamento
- Cansaço que não melhora com descanso.
- Dificuldade de concentração e esquecimentos.
- Irritabilidade, impaciência e choro fácil.
- Insônia ou sono que não descansa.
- Dores de cabeça, tensão muscular, problemas digestivos.
- Sensação de que nada do que se faz é suficiente.
- Vontade de se afastar das pessoas e das tarefas.
Cansaço, estresse ou burnout?
O estresse é uma resposta a uma demanda e tende a diminuir quando ela passa. O cansaço comum melhora com descanso. No burnout, o descanso já não recupera, e o trabalho passa a ser vivido com distância e desânimo. Essas diferenças ajudam a reconhecer os sinais, mas o diagnóstico é feito por um médico.
Quando o corpo para, muitas vezes é porque a palavra ainda não encontrou lugar.
Quando buscar atendimento
Se os sintomas de burnout persistem e atrapalham a vida, procure um médico, de preferência um psiquiatra ou o médico do trabalho, para avaliação, diagnóstico e, se necessário, afastamento e tratamento.
Junto com o cuidado médico, a escuta psicanalítica ajuda a entender o que levou ao esgotamento: ideais de desempenho, dificuldade de dizer não, a sensação de que o valor pessoal depende do trabalho. Para essas situações, o Atendimento Breve Focal oferece um percurso de 10 a 16 encontros.
O que a escuta pode trazer
Passei mais de 16 anos no mundo corporativo antes de me dedicar à clínica. Conheço a pressão por resultados, as reestruturações e a dificuldade de admitir que algo não vai bem. Na análise, é possível olhar para isso sem julgamento e construir outra relação com o trabalho, e não apenas voltar a funcionar como antes. Leia também sobre transição de carreira depois dos 40.